Informações sobre a endometriose, causas, sintomas, prevenção e tratamento da endometriose, identificando os tipos de problemas provocados.


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Conheça os sintomas da endometriose

Relação de endometriose e Cólicas menstruais
Muitas mulheres experimentam cólicas menstruais leves, que são consideradas normais. Quando as cólicas são mais severas dá-se o nome de dismenorreia e podem ser um sintoma de endometriose ou de outros tipos de patologia pélvica, tais como fibróides uterinas ou adenomiose. Cólicas graves podem causar náuseas, vômitos ou diarréia. A dismenorréia primária ocorre durante os primeiros anos de menstruação, e tende a melhorar com a idade ou depois de engravidar, e, geralmente, não está relacionada com a endometriose. A dismenorréia secundária ocorre mais tarde na vida e pode aumentar com a idade. Esta pode ser um sinal de alerta de endometriose, embora algumas mulheres com endometriose não sintam este tipo de dores.

Relações sexuais dolorosas
A endometriose pode causar dor durante ou após a relação sexual, uma condição conhecida como dispareunia. A penetração profunda pode produzir dor num ovário ligado por tecido cicatricial para a parte superior da vagina. A dor também pode ser causada por impacto contra um nódulo de endometriose atrás do útero ou nos ligamentos sacro, que ligam o colo do útero para o sacro.

Infertilidade
Existem grandes evidências que demonstram uma associação entre a endometriose e a infertilidade. A endometriose pode ser encontrada em até 50% das mulheres com infertilidade. Pacientes com infertilidade e com endometriose leve podem ser tratadas e conceber por conta própria com uma taxa de sucesso de 2% a 4,5% ao mês, em comparação com 15% a 20% em casais normais. Pacientes com infertilidade e com endometriose moderada e grave têm taxas de gravidez mensais de menos de 2%. Mesmo que a endometriose esteja associada fortemente com a infertilidade, nem todas as mulheres que têm endometriose são inférteis. Por exemplo, muitas mulheres submetidas a procedimentos de esterilização tubária são propensas a apresentar endometriose.

A relação de causa e efeito entre a endometriose e a redução da fertilidade é presumida, mas não comprovada. Não se sabe como a endometriose mínima e leve reduz a fertilidade quando não existem aderências. Presume-se que a endometriose pélvica altera o ambiente de maneiras sutis, mas importantes. Teorias incluem inflamação, sistema imunológico alterado, alterações hormonais, função anormal da trompa de Falópio, ou fertilização. É mais fácil entender como a endometriose moderada ou severa reduz a fertilidade, uma vez que grandes aderências pélvicas, quando presentes, podem impedir a liberação de ovos, a entrada de esperma, e impedir a capacidade da trompa de Falópio para pegar os ovos durante a ovulação.

Endometriose e sexualidade

A sexualidade da mulher com endometriose é especial e merece cuidados. Dadas as próprias características da doença, que causa dores pélvicas constantes, a paciente pode desenvolver dificuldades progressivas na esfera sexual, em maior ou menor grau, podendo comprometer seus relacionamentos e sua auto-estima.
Inicialmente, a paciente começa a ter cólicas menstruais muito fortes, deixando toda a pelve muito sensível e dolorida, fato que prejudica as relações sexuais. Como o quadro é progressivo e a aderência entre os órgãos pélvicos vai se tornando cada vez mais freqüente, as limitações quanto às posições, a dificuldade de obter orgasmo e, por fim, a própria libido, tendem a sofrer graves prejuízos.
O que mais preocupa é o fato de, em muitos casos, mesmo após a “cura” cirúrgica ou medicamentosa, quando a paciente já não sente mais as temidas dores, o dano sexual permanecer. Não raramente nos deparamos com relacionamentos que naufragaram, com mulheres deprimidas e ansiosas, com péssimas qualidades de vida. Quando o médico é sensível e especializado em questões que envolvem a sexualidade, cabe a ele investigar minuciosamente essas questões com sua paciente; em outras situações, se o profissional não se sentir apto a tocar nesses aspectos ,o encaminhamento aos especialistas se faz necessário para minimizar danos futuros e restaurar, na medida do possível, a vida “normal” em todos os sentidos que a mulher tinha antes de adoecer.
A abordagem das questões relacionadas à endometriose e sexualidade se faz através da ginecologia como arma para controlar a doença em seus aspectos orgânicos e também através da psicoterapia direcionada para os aspectos psicológicos.